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sexta-feira, 21 de dezembro de 2012

A espera


A espera de uma dor que imagino surgir após o êxtase de um pensamento infame, aqui estou eu novamente neste plano de seres podres e sem cabeça, um lugar onde imaginei ser o fim mas passei a perceber que era apenas o começo da minha angustia.
Neste plano um salto para o abismo é o mesmo que descer um degrau de dor continua. A solidão aqui se mostra presente mesmo que haja íntimos espíritos a me rondar, as vozes de tortura são mais fortes e o vazio nunca se completa com o vazio que está em mim, gostaria de morrer mais isso é impossível neste plano não existe segunda tentativa.
Venha! Venha me libertar, me apresente aquele jardim que um dia falou-me que jamais seria cinza como os meus olhos de lobo.
Te espero e ressalto em tempos que quando tua chegada se fizer presente, não irei mais me afogar neste lago de vermes a me vampirizar. Não mais me deixe só neste mar de angustia viciante e que me arrasta cada vez mais para o que é obscuro, não quero mais sentir o desespero dos outros como se fossem meus... Este sentimento aflora ainda mais minha própria dor, quero ver a lua brilhar novamente e com sua cor simplista me fazer um lobo completo mais uma vez.
Venha! Venha me libertar desta torturante angustia que já me acalentou um dia quando teu sangue era doce e as rosas só murchavam apenas se eu as tocasse.
Sinto, mas não venha. Isso é apenas chamado de desespero. Isso jamais irá me tirar da minha própria realidade já que sempre enxerguei cinza e o que sempre achei ser algo diferente de minha dor nunca existiu. Já nasci enxergando cinza e um dia sei que irei parar de pedir o impossível a minha própria mente, pois você não existe e sei que desde o começo apenas falo comigo mesmo para passar um tempo imaginário.

quinta-feira, 22 de novembro de 2012

O que você acha.

você pensa que um dia essa angustia vai passar, pensa que um dia vai parar de respirar esses xumbo podre que a vida te dar, pensa que um dia essa dor vai se transformar em uma forma decadende de rir, você pensa que tudo isso vai passar e você até encontra uma forma de vomitar tudo isto na cara da sociedade que te vomitou pra vida um dia... mais aí quando você realmente tem essa oportunidade, ele te diz: não faça isso; eu te amo. (Rodrigo Siqueira.)

terça-feira, 30 de outubro de 2012

Impura visão.

Ele caminha sobre as negras e solitárias ruas em busca do vazio moribundo que circula em sua mente. Ele estupra com amor a sabedoria daqueles que se entendem por inteligentes. Ele ama o vazio e estará por traz de tua mais impura visão sob o que é desejar...

segunda-feira, 15 de outubro de 2012

Uma pequena passagem no tempo

Entre a chuva que cai nos horizontes acinzentados pelo tempo, busco com veracidade aquilo que um dia me confortou com o mais puro abraço fraterno. O frio já não é como o mesmo sentimento que tive. Estou preso e sei que ninguém jamais poderá me libertar desta prisão. A dor é inevitável, a esperança hoje para mim é como uma linda princesa trancada em uma caixinha de madeira entre 7 cadeados. Entre todos os cantos sujos de lágrimas, me vi chorando tudo aquilo que um dia imaginei ter. Por um desespero e outro, vi o outono cair em pétalas de sangue formando um desenho de meu rosto sofrido no chão. Um existente homem que sempre buscou a eternidade dentre os olhos que um dia se fecharam. Busquei pelo prazer, Busquei pela dor e percebi que o frio que sinto não vinha do inverno que apontava entre visões de um mundo destinto, mas sim de dentro de mim, de dentro de tudo o que um dia me disseram ser adotado como sentimento. Procuro seguir a mesma vós que um dia tentou me tirar deste plano onde hoje me sinto preso em atmosfera densa e cinza, hoje a mesma vós ainda existe em minha mente e sempre procuro seguir a mesma, até que um dia a existência se torne real aos meus olhos de lobo sofrido.

quarta-feira, 26 de setembro de 2012

Não me deixe sufocar

Caminhei nas profundas entranhas da morte, procurei por ti, mas apenas encontrei um jardim cinza de rosas murchas regadas pela dor. Me senti muito só com as visões passadas a minha frente... Conter o que sinto tem ficado mais difícil. Procuro ficar distante de teus pensamentos, distante das rosas, distante da vida e do mundo onde um dia já me senti vivo. Vejo tudo se desfazer como partes de um lindo cristal a se desintegrar. Sinto que tudo isso não passou de um toque sujo de meus sentimentos, sim os mesmos sentimentos que me levaram a tamanha atitude desesperada. Tamanha essa que me levou ao profundo abismo; um vale obscuro onde o choro é apenas algo que congelou em meu coração. O que me corrói mais, é sentir que um dia não precisei pisar neste chão podre e me alimentar ao lado dos vermes que se alimentarão de mim em uma pequena passagem de transição menos dolorosa do que a própria existência minha. Me corrói escutar uma leve voz com tonalidades diretas a ti. Me faz lembrar que um dia eu chorei lágrimas de verdade, e que já foi verde o campo de flores e vida que hoje apenas existe em meus pensamentos. Sinto minha respiração ofegante, não sei mais se devo me revoltar com o que fiz ou tirar proveito deste mundo que criei. É como se eu estivesse dentro de uma coisa escura pronto para comer meus próprios vermes ouvindo uma linda e lírica voz a pairar nos meus ouvidos, doce como o talento de ser um deus. O único sentimento que tenho sentido amargar em minha boca é: Não me deixe mais sufocar.

quinta-feira, 6 de setembro de 2012

Um abutre podre.


Tudo sempre esteve cinza neste maldito plano. Cheguei a pensar uma vez, que se eu chora-se a dor dos outros, talvez um dia eu me encontraria em um mundo melhor. Mas como uma punhalada nas costas, dada pelo meu próprio mundo, derramei o sangue que banhou minha tristeza por muito tempo. O infinito é existente para mim a cada manhã banhada pelo frio, a tua dor hoje é o que passa pelos meus olhos, e os meus pensamentos já não estão mais tão serenos como antes.
Como posso encontrar o que nunca precisei procurar? De que vale viver na desonra da vida, se os mais lindos horizontes já estão mortos por minha culpa? Amar sem sentir o coração apodrecer nas colinas vermelhas da dor... Sinto-me um Abutre sujo a voar atras de minha própria carniça a despedaçar-se pelos caminhos que ando percorrendo. Sinto que não sou mais parte daquele belo jardim primordial das primaveras radiantes da vida; algo me julga os olhos, não estou mais vivo, morri pela dor quando sempre me imaginei morrendo pelo prazer.

sexta-feira, 13 de julho de 2012

Oh doce criatura


Nesta podre atmosfera, vejo aqueles que estiveram ao meu lado e compartilharam da minha dor balançarem nas arvores mortas que por muito foram meus pesadelos.
É doloroso enxergar, e mais sádico é ouvir continua e repentinamente a melodia do desespero seguida por vozes que outrora já me acalentaram num frio inexplicável.
Sussurrar, amar, me desfazer, sempre me pareceu a melhor forma de abraçar a doce sensação do que já me mostraram por muitas vezes levar o nome de morte. Solidão já fora apenas um passo para chegar nesta aurora cinza e cristalina pelo frio. Minhas lágrimas de sangue já secaram e no espaço que se tornara vazio vi com os teus olhos de dor, tudo ao meu redor preencher num canto lírico de dor banhado a prata.
Não esquecer deste pútrido dia fúnebre, seria para mim esquecer que a existência jamais fora real neste plano onde fezes e lágrimas não fazem diferença às angustias e lamentos vindos de uma triste e infinita manhã cinza. Já se fora a tua presença e com ela toda a minha esperança de pairar sob teus límpidos ares hó doce criatura.

sexta-feira, 1 de junho de 2012

Neste horizonte vermelho sangue.

Se um dia quiseres saber como eu me sinto, ande nas trevas e tente chorar no frio flamejante dos excluídos 

terça-feira, 22 de maio de 2012

Chegada em um mundo por dor ou por existência.


Vim a teu mundo com meus olhos expressando dor. O vermelho sangue e que banhou meus sentimentos não vieram apenas dos meus olhos, mas da dor existencial já sentida por mim vinda de tuas mãos.
Jamais quis um sentimento de dor eterno como sinto, mas está sempre frio, estou sempre só mesmo com teus olhares ao meu lado, sinto todo o desespero chegar e espelhar em minha alma. Não existir talvez fosse minha defesa, se eu já não tivera me apaixonado pelo horizonte preto e branco e pelos feches de luz cinza que pairam a cada olhar teu.
Meus gritos e choros já não fazem mais tanto sentido... Não sou mais alguém há muito tempo... Já não sinto o falso conforto que puseras em minha máscara de ódio. Resta-me apenas o eco de um pálido grito a chamar meu podre corpo para um canto frio e úmido à espera de um conforto que nunca consegui ou ao menos imaginei existir.

sábado, 19 de maio de 2012

é preciso fechar os olhos e criar uma imagem de que estão abertos para aqueles que sentem necessidade te-los observando em volta de si.

quinta-feira, 17 de maio de 2012

Condenado a teu fardo, busco tuas lágrimas.

Segui teus Caminhos de lágrimas por toda floresta, embriaguei-me com o doce olhar da morte pelos cantos escuros que passava. Não mais posso ver o que me foi prometido por ti um dia.
Sinto como se o tempo desacelerasse enquanto deslizo por entre as as arvores. Em minha mais bela forma noturna, eu pairo sob tua sombra esperando apenas encontrar teu cheiro entre as rosas que já são preto e brancas aos meus olhos. Estou preso em teu choro e procurando minha liberdade nesta forma viril onde respirar é como se neves de vidro entrassem em minhas vias respiratórias.
Esperar... Tem sido minha única esperança de reencontrar no vazio aqueles olhos que um dia deixou um caminho incompleto de lágrimas para que eu seguisse.

quarta-feira, 16 de maio de 2012

Humanos são mesmo interessantes. Apreciam todo tipo de Arte!


Não importa onde, quando ou como. A dor será sempre uma dor.

Lembro-me do dia em que soltei de minhas mãos aquele pássaro de olhos vermelhos, foi como se todo o horizonte de desfizesse em lembranças abstratas.
Percebi que a dor nunca calou em minha existência nem mesmo por um segundo.
Olhando dentro dos olhos da vida tive certeza de que se um dia eu não sentisse mais minhas angústias, eu não mais existiria nos olhos da criação, tão pouco seria o criador de um mundo em trevas. Não importa onde, quando ou como. A dor será sempre uma dor.
Este fardo que carrego é apenas vestígios de um verdadeiro rio de sangue em rosas um dia lamentado pelos olhos da existencialista fria e pálida matéria em sete planos astrais.
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