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segunda-feira, 30 de janeiro de 2012

Palavras de um Suicida!

Oh, minha querida, peço desculpas, mas meus pés se cansaram de tanto andar, a fumaça escura, talvez cinzenta, quase preta... Me impede de ver teu rosto banhado pela luz resplandecente da lua. O sangue que verte de meu peito parece criar um mar vermelho, um mar no qual eu mesmo me afogo e me afundo cada vez mais num abismo sem volta...

Minhas mãos não tem mais força para se levantarem e pedirem ajuda a você, nem mesmo para segurarem o ultimo fio de esperança, agora, quase invisível aos meus olhos quem dera para rezar e pedir perdão, meus olhos estão fechados e só agora vejo o que é a escuridão perene. Meus ouvidos estão mortos, não posso mais ouvir suas juras de amor eterno, ouço apenas o desespero que se aproxima de minha alma a cada segundo, segundo esse que se transforma nunca eternidade.
Minha pele não tem mais vida minha amada, agora o que tenho a fazer é cambalear sem rumo, nem as lágrimas me fazem mais companhia, me abandonaram, descubriram que meus olhos não são dignos de portá-las.

Não há mais nada onde possa me segurar, não há mais um peito onde poderei chorar pelo passado, ou pelo futuro incerto, aliás, agora não há mais futuro, há só uma dor aguda que se prolonga...

Enviado por Marlon Englemam.

terça-feira, 17 de janeiro de 2012

Atento ao presente. Que se abram meus olhos

Sons entre esquinas noturnas, tudo é obscuro e soturno, tudo é prazer e orgasmos ao ver sombras de indivíduos; praticamente inexistentes dançar ao valium da podre esquina morte.
distorcer os suspiros, vomitar o amor e saborear a fria carne. Isso todos deveriam pensar, talvez uma forma inteligente de apagar estes malditos e repetidos dias cinzas.
Enquanto homem procuro talvez atrás daquela torpe poltrona imaginária, minhas penas de pássaro caído. Jamais pensarei em ser anjo pois neste lugar é frio. Neste ninho de baratas nocivas e céu de pinche, repouso imaginando-me firmemente ser um Lobo.

sexta-feira, 6 de janeiro de 2012

Confusão mental


Escupir o sol não é mais tão belo quanto olhar aquela esquina cinza.
Já faz tempo que me vejo sentado naquela pedra observando os encantos e movimentos de uma cinza neblina... Quantos acasos, quantos descostumes irrefutáveis.
Olhar o próprio reflexo no funco de uma xícara de café é tão triste quanto ver a a própria imagem em um espelho quebrado. A vida tem um gosto amargo quando se entende verdades absolutas. Outrora quero voar no infinito próximo ao sol dourado... dizem que neste lado existencial a dor é o simples fato de não sentir mais nada, eis então um pobre lobo que nunca aprendeu a voar em terras tão firmes e densas.

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