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sexta-feira, 13 de julho de 2012

Oh doce criatura


Nesta podre atmosfera, vejo aqueles que estiveram ao meu lado e compartilharam da minha dor balançarem nas arvores mortas que por muito foram meus pesadelos.
É doloroso enxergar, e mais sádico é ouvir continua e repentinamente a melodia do desespero seguida por vozes que outrora já me acalentaram num frio inexplicável.
Sussurrar, amar, me desfazer, sempre me pareceu a melhor forma de abraçar a doce sensação do que já me mostraram por muitas vezes levar o nome de morte. Solidão já fora apenas um passo para chegar nesta aurora cinza e cristalina pelo frio. Minhas lágrimas de sangue já secaram e no espaço que se tornara vazio vi com os teus olhos de dor, tudo ao meu redor preencher num canto lírico de dor banhado a prata.
Não esquecer deste pútrido dia fúnebre, seria para mim esquecer que a existência jamais fora real neste plano onde fezes e lágrimas não fazem diferença às angustias e lamentos vindos de uma triste e infinita manhã cinza. Já se fora a tua presença e com ela toda a minha esperança de pairar sob teus límpidos ares hó doce criatura.
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